Sem japoneses, Brasil é favorito em etapa da Copa do Mundo de São Paulo
“Explode, coração, na maior felicidade É lindo o meu judoca, contagiando e sacudindo esta cidade”. Nesse clima carnavalesco foi apresentada nesta sexta-feira (28) a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de judô, no ginásio do clube A Hebraica. Uma parte da bateria da Vai-Vai invadiu o tablado para celebrar o evento. A competição oferece pontos para o ranking que classificará os atletas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Estarão presentes 319 judocas de 37 países. No Grand Slam do Rio, na semana passada, competiram 355 lutadores de 42 países.
A diferença pode parecer pequena, mas não é. Uma das delegações que preferiram lutar só no evento carioca foi a do Japão, que lá ganhou oito medalhas de ouro. “O Japão prioriza o Grand Slam, o Grand Prix e o Mundial para buscar pontos no ranking”, explicou Ney Wilson, coordenador técnico da seleção. Ausentes os “papa medalhas” nipônicos, as chances de os brasileiros visitarem com mais frequência o pódio crescem consideravelmente. No Rio, o Brasil conquistou uma medalha de ouro, uma de prata e quatro de bronze. Desempenho pálido, se comparado ao demonstrado no Mundial de 2007, também no Rio: três ouros e um bronze.
Um dos pódios do Grand Slam foi de Maria Suellen Althaman. A paulista de 21 anos fez bonito na categoria pesado, da qual o Brasil não pode se orgulhar. Nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008, o País não conseguiu pontos para enviar representante. Na final do Grand Slam, a brasileira, de 105 quilos, foi superada por uma eslovena de 164. Parte dos créditos cabem ao marido da atleta, Carlos Honorato. O vice-campeão olímpico em 2000 atua como técnico informal de Suellen. “Sou o mais velhinho (35 anos) da equipe e estou ajudando como posso”.
Fonte: Portal do Judo
